Lucia Leistner

    Pau, France

    lll64ccc@gmail.com

Auto Entreprise

Siret : 508 548 138 00025 - Code APE : 7112B

statut AGESSA pour les textes

TVA non applicable, article 293B du CGI

  Lucia Leistner

  Breve biografia

Sou franco-brasileira, bilíngue e bicultural, casada (1994) e mãe de uma menina (1998).

Nasci em Porto Alegre (1968) onde vivi até o fim de meus estudos para em seguida me mudar para Toulouse no Sul da França (1991) onde permaneci 17 anos; hoje vivo na Cidade de PAU.

Arquiteta, exerci esta profissão durante mais de 25 anos, mas devido à realidade da construção civil e do establishment lobista da profissão, procurei voltar à leitura de textos fundamentais que tendemos a esquecer, e cujas premissas seriam a solidariedade, a partilha e sobretudo a autonomia. Comecei então um trabalho de tradução de dois textos (“O manual do arquiteto descalço” de Johan Van Lengen e “A arquitetura da sobrevivência, uma filosofia da pobreza”, de Yona FRIEDMAN) cuja intenção, modesta, seria de perenizar e divulgar essas ideias, profundamente complementares, talvez utópicas, mas lúcidas e benévolas.

 

O objetivo dos dois primeiros projetos é aproximar (e divulgar) esses dois textos magníficos, um focado na autoconstrução, o outro na autoplanificação, os dois baseados no savoir-faire vernacular e uma reflexão intelectual da partilha, visando uma maior independência dos desmunidos.

 

Diplomada em 1991 (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e em seguida em 2008 (Escola Nacional de Arquitetura de Toulouse), enriqueci minha formação integrando a Escola de Belas Artes de Toulouse (seção desenho industrial). Exerci a profissão de arquiteta, primeiro enquanto colaboradora durante 17 anos, em várias agências (onde pratiquei diferentes escalas do projeto, tanto no âmbito público como no privado), seguido por 6 anos de exercício liberal, durante o qual privilegiei, embora sendo isto delicado, a reabilitação em centro histórico (associando materiais tradicionais e contemporâneos) e a habitação individual. Eu sempre pensei que a arquitetura gerada deveria ser, em primeiro lugar, generosa e benfazeja, e continuo apegada à ideia de um exercício contextual da arquitetura. Hoje optei por me dedicar à tradução de textos (principalmente ligados à arquitetura), alguns destes estando hoje já em fase de projetos. Naturalmente, minha atenção continuou sendo dirigida a outros textos tratando de humanismo e justiça social.

Sou membro fundador de dois coletivos de arquitetos militando por uma alternativa ao “tudo industrial” e pela “desconstrução seletiva e reutilização” dos materiais de construção, assim como uma participação mais ativa dos utilizadores.

Animo debates sobre filmes ligados à arquitetura, como “Hacer mucho com poco” ou “Yona Friedman, um morador indisciplinado”. Participo de um projeto de ensino “arquitetos e paisagistas nas salas de aula”, onde ensino às crianças as possibilidades reais de uma arquitetura alternativa, local e bioclimática, e também proponho uma construção efêmera coletiva com base no trabalho “Space chains” do Yona Friedman.

BESbswy

BESbswy

Fui “conselheira científica” e cenógrafa da exposição Enchanter le Réel, ligando arquitetura e arte contemporânea. Link para minha página no FaceBook, onde encontrarão o álbum bilíngue dedicado à exposição - https://www.facebook.com/profile.php?id=100012059526317&sk=media_set&set=a.347714578973857&type=3

  Projetos em andamento:

 

- O manual do arquiteto descalço, de Johan Van Lengen – edição prevista para início de 2021; editora Parenthèses

- Futuro Desenhado, de Paulo Mendes da Rocha - Projeto com a editora Parenthèses (Marselha) e MONADE (Lisboa)

- A arquitetura da sobrevivência, uma filosofia da pobreza, de Yona FRIEDMAN – editora l'éclat;

- A evolução, a revolução e o ideal anárquico, de Élisée RECLUS – projeto bilingue pessoal.

CONVOCATÓRIA DE PROJETOS “FACE À CRISE”
Fundo Regional para Arte Contemporânea – região Nouvelle-Aquitaine

Projeto artístico realizado com o artista plástico Christophe Clottes.

Este programa de apoio foi imaginado consecutivamente à problemática do confinamento e da perda de recursos causada pelo Covid.

Depois de selecionado no processo de candidatura, como outros 25 artistas da região, nosso projeto “um assunto doméstico” obteve uma das bolsas de apoio à criação contemporânea e deu origem à um video díptico que será apresentado ao público meados do outono 2021.

Trailer do vídeo : "2020" - Épisode 3 : Lúcia Leistner et Christophe Clottes / https://www.youtube.com/watch?v=MR0zhhT2Q7Q

Convocatória : https://fracnouvelleaquitaine-meca.fr/evenement/annonce-des-25-laureats/ 

Anúncio projetos selecionados : https://fracnouvelleaquitaine-meca.fr/wp-content/uploads/2020/04/Communiqu%C3%A9-de-presse-Annonce-des-laur%C3%A9ats-Appel-%C3%A0-projets-Frac-Nouvelle-Aquitaine-M%C3%89CA.pdf

- Lina por escrito, textos escolhidos de Lina BO BARDI – Fundação Bo Bardi;
- Vizinho, parente por parte da rua, de Jaime LERNER – em vias de ser apresentado às edições MILAN (Toulouse);
- “Matière grise” (literalmente: substância cinzenta) - edições do Pavillon de l'Arsenal

 

 

O “manual do arquiteto descalço”, em francês, para editora Parenthèses de Marseille - Edição prevista para início 2021

https://editionsparentheses.com/spip.php?page=article_apparaitre&id_article=766

http://tibarose.com/manual.php?lang=por, https://editionsparentheses.com/-architecture-urbanisme- . Johan Van Lengen é um arquiteto Holandês que foi para a América Latina a fim de se consagrar à pesquisa sobre a melhoria da moradia popular, trabalho que prosseguiu no Brasil onde se instalou definitivamente e fundou a ONG TIBArosa. A primeira edição do Manual data dos anos 80. Essa obra é um tratado bastante exaustivo sobre os métodos intuitivos, empíricos e contextuais da construção e do urbanismo de pequena dimensão, cujo savoir-faire ele coletou, incansável, durante longos anos. Van Lengen não intelectualiza, ele torna compreensível e compartilha

 

"Futuro Desenhado", de Paulo Mendes da Rocha, em francês - edição prevista para fin 2022

Projeto en andamento com éditions Parenthèses e MONADE (Lisboa)

https://www.monadebooks.com/products/futuro-desenhado

"Na mais completa colectânea de textos, entrevistas e depoimentos publicada, este livro revela em profundidade o percurso e o pensamento singular de um dos mais importantes arquitectos vivos, o mestre moderno brasileiro Paulo Mendes da Rocha (n. 1928)."

 

Yona Friedman, autor de "A arquitetura da sobrevivência, uma filosofia da pobreza" (L'architecture de survie, une philosophie de la pauvreté) tem 95 anos e é, ainda hoje, um canivete-suísso do pensamento. Ele é (também) arquiteto e nos lembra com simplicidade e inteligência que “o teto e a alimentação não são dissociáveis, fato frequentemente neglicenciado nos tratados de arquitetura e urbanismo”; ele diz querer reconsiderar o papel do arquiteto na simples sobrevivência da espécie, sem o sobrestimar e por esta razão, sem fazer propostas irrealizáveis. Filósofo modesto, ele se questiona: à quem cabem de direito as decisões em matéria de arquitetura? Como proceder em um mundo que se encaminha em direção à pobreza? Encontrarão em anexo parte destes textos em português. Alguns dados sobre Yona Friedman, arquiteto, artista e filósofo. http://www.lyber-eclat.net/livres/larchitecture-de-survie/, http://www.frac-centre.fr/collection-art-architecture/friedman-yona-58.html?authID=72

Lina por escrito é um livro que coleta alguns dos escritos de Lina BO BARDI. Ele mostra como a arquiteta ítalo-brasileira se envolveu com questões sociais, o interesse que tinha pela arquitetura vernacular e o respeito com que abordava o artesanato e a cultura popular.

 

“Matière grise” é uma coletânea única de obras levando em conta a utilização de materiais de reemprego, enriquecido de textos engajados e de dados históricos. O grafismo é também de excelente qualidade. Hoje já tenho o acordo do autor (coletivo de arquitetos e artistas “Encore Heureux”) e do editor (Pavillon de l'Arsenal) para lhe solicitar. Seguem os links para o livro e para um fragmento em formato pdf.

- http://www.pavillon-arsenal.com/fr/edition-e-boutique/collections/19-x-30/9882-matiere-grise.html

- http://www.pavillon-arsenal.com/data/expositions_fbcdd/fiche/8624/dp_projets_731dc.pdf

 

Os últimos são textos de Élisée RECLUS, intelectual, geógrafo e anarquista francês (1830 a 1905). Reclus foi um dos maiores geógrafos de seu tempo; reconhecido quando ainda vivo. Humanista, pesquisador e homem político, ele escreveu textos sobre o socialismo e a anarquia. Ele foi também um dos precursores da vulgarização científica, da proteção do meio ambiente, do feminismo. Os textos de RECLUS são hoje livres de direitos autorais, alguns são reeditados em francês, mas não os políticos.

Escrito em torno de 1880, “A evolução, a revolução e o ideal anárquico” é um texto de uma incrível lucidez e modernidade e de uma beleza literária despojada. Reclus estabelece um paralelo interessante entre a evolução “material” do planeta e a evolução moral e intelectual da sociedade. Link para baixar o texto original no site da Biblioteca Nacional Francesa: http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k23480p/f1.image.r=%C3%A9volution%20r%C3%A9volution%20et%20id%C3%A9al%20anarchiste
Trabalho sobre outro de seus textos, “História de uma montanha”, que fala da montanha e do homem que a pratica, texto de uma beleza particular que escolhi por sua abordagem humanista da questão, longe dos relatos dos “vencedores de picos”; de minha janela posso ver os Pirineus, eu pratico esta montanha frequentemente.

Outros textos me interessam, como “a terceira paisagem” (http://gillesclement.com/cat-tierspaypublications-tit-Publications) do autor-jardineiro-paisagista Gilles Clément, também nunca foi traduzidos em português. No outro sentido, o livro de Márcia Tiburi, “como conversar com um fascista”, ainda não foi traduzido em francês. Com o passar do tempo noto que várias obras de grande interesse nunca foram traduzidas.

 

Quanto aos textos citados, posso mandar trechos das traduções por e-mail.

 

Abaixo,

trecho do livro "A arquitetura da sobrevivência, uma filosofia da pobreza"

e tradução do capítulo 01 de “A evolução, a revolução e o ideal anárquico”

Easy and free service

Let's go
Build a webpage easily with