Lucia Leistner

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  Lucia Leistner

  Breve biografia

Sou franco-brasileira, bilíngue e bicultural, casada (1994) e mãe de uma menina (1998).

Nasci em Porto Alegre (1968) onde vivi até o fim de meus estudos para em seguida me mudar para Toulouse no Sul da França (1991) onde permaneci 17 anos; hoje vivo na Cidade de Pau, onde autoconstruí, em família, minha própria casa.

 

Arquiteta, exerci esta profissão durante mais de 20 anos. Me interesso à visão anticonformista ligada ao exercício da arquitetura que sempre busquei associar a uma rede disciplinar mais ampla; associativa, artística, literária, educativa e mesmo de militância ecologista. Procurei voltar à leitura de textos fundamentais que tendemos a esquecer e cujas premissas seriam a solidariedade, a partilha, a sobriedade e sobretudo a autonomia. Comecei então um trabalho de tradução autodidata de textos. O primeiro foi a versão francesa do “manual do arquiteto descalço” de Johan Van Lengen - editora Parenthèses. O projeto seguinte foi propor a versão brasileira de “A arquitetura da sobrevivência, uma filosofia da pobreza”, de Yona FRIEDMAN, ainda em andamento. A intenção, modesta, seria perenizar e divulgar essas ideias, profundamente complementares, talvez utópicas, mas lúcidas e benfazejas.

 

Diplomada em 1991 (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e em seguida em 2008 (Escola Nacional de Arquitetura de Toulouse), enriqueci minha formação integrando a Escola de Belas Artes de Toulouse (seção desenho industrial). Exerci a profissão de arquiteta, primeiro enquanto colaboradora durante 17 anos, seguidos por 6 anos de exercício liberal, durante o qual privilegie a reabilitação em centro histórico e a habitação individual. Sempre pensei que a arquitetura gerada deveria ser, em primeiro lugar, generosa e contextual. Hoje optei por me dedicar à tradução de textos, principalmente ligados à arquitetura, mas naturalmente, minha atenção continuou sendo dirigida a outros textos tratando de humanismo e justiça social, como "a evolução, a revolução e o ideal anárquico" de Elisée Reclus.

 

Sou membro fundador de uma associação para a “desconstrução seletiva e reutilização” dos materiais de construção (IDRE) e um coletivo de arquitetos (V) militando por uma alternativa ao “tudo industrial” e por uma participação mais democrática e ativa dos usuários. Também sou cofundadora da associação “la maison des éditions”, grupo de trabalho pluridisciplinar de grafistas, artistas e arquitetos.

 

Fui “conselheira científica” e cenógrafa da exposição Enchanter le Réel, ligando arquitetura e arte contemporânea. Link para minha página no FaceBook, onde encontrarão o álbum bilíngue dedicado à exposição - https://www.facebook.com/profile.php?id=100012059526317&sk=media_set&set=a.347714578973857&type=3

 

Animo debates sobre filmes ligados à arquitetura, como “Hacer mucho com poco” ou “Yona Friedman, um morador indisciplinado”. Participei de um projeto de ensino “arquitetos e paisagistas nas salas de aula”, onde ensino às crianças as possibilidades reais de uma arquitetura alternativa, local e bioclimática, e também proponho uma construção efêmera coletiva com base no trabalho “Space chains” do Yona Friedman.

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  Projetos:

 

- O manual do arquiteto descalço, de Johan Van Lengen – versão francesa com a editora Parenthèses

Já nas livrarias ! https://editionsparentheses.com/spip.php?page=article_apparaitre&id_article=766

- Futuro Desenhado, de Paulo Mendes da Rocha - versão frances com a editora Parenthèses (edição original MONADE - Lisboa)

En andamento, previsto para fin de 2022

- A evolução, a revolução e o ideal anárquico, de Élisée RECLUS – projeto de edição bilingue

Edição apresentada em acompanhamento do vídeo díptico "evolução revolução", realizado em 2020 com o artista plástico Christophe Clottes -  em participação livre

https://belordinaire.agglo-pau.fr/expositions/848/evolution-revolutionhttps://www.image-imatge.org/expositions/soleil-tournant

Edição bilíngue, serigrafia realizada com a "maison des éditions"

https://maisondeseditions.fr/fr/shop/l-evolution-la-revolution-et-l-ideal-anarchique

 

- A arquitetura da sobrevivência, uma filosofia da pobreza, de Yona FRIEDMAN – editora l'éclat;

- Lina por escrito, textos escolhidos de Lina BO BARDI – Fundação Bo Bardi;
- Vizinho, parente por parte da rua, de Jaime LERNER – em vias de ser apresentado às edições MILAN (Toulouse);
- “Matière grise” (literalmente: substância cinzenta) - edições do Pavillon de l'Arsenal

 

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O “manual do arquiteto descalço”, em francês, para editora Parenthèses de Marseille

http://tibarose.com/manual.php?lang=por, https://editionsparentheses.com/-architecture-urbanisme- . Johan Van Lengen é um arquiteto Holandês que foi para a América Latina a fim de se consagrar à pesquisa sobre a melhoria da moradia popular, trabalho que prosseguiu no Brasil onde se instalou definitivamente e fundou a ONG TIBArosa. A primeira edição do Manual data dos anos 80. Essa obra é um tratado bastante exaustivo sobre os métodos intuitivos, empíricos e contextuais da construção e do urbanismo de pequena dimensão, cujo savoir-faire ele coletou, incansável, durante longos anos. Van Lengen não intelectualiza, ele torna compreensível e compartilha

 

"Futuro Desenhado", de Paulo Mendes da Rocha, em francês - edição prevista para fin 2022

Projeto en andamento com éditions Parenthèses e MONADE (Lisboa)

https://www.monadebooks.com/products/futuro-desenhado

"Na mais completa colectânea de textos, entrevistas e depoimentos publicada, este livro revela em profundidade o percurso e o pensamento singular de um dos mais importantes arquitectos vivos, o mestre moderno brasileiro Paulo Mendes da Rocha (n. 1928)."

 

"evolução revolução"

CONVOCATÓRIA DE PROJETOS “FACE À CRISE” / Fundo Regional para Arte Contemporânea – região Nouvelle-Aquitaine

Projeto artístico realizado com o artista plástico Christophe Clottes.

Depois de selecionado no processo de candidatura, como outros 25 artistas da região, nosso projeto obteve uma das bolsas de apoio à criação contemporânea e deu origem à um video díptico já agendado em dois centros de arte:

https://belordinaire.agglo-pau.fr/expositions/848/evolution-revolution

https://www.image-imatge.org/expositions/soleil-tournant

Concepção e realização da edição bilíngue - La maison des éditions: https://www.facebook.com/maisondeseditions/posts/3052846278330829?__tn__=-R

Trailer do vídeo FRAC : "2020" - Épisode 3 : Lúcia Leistner et Christophe Clottes / https://www.youtube.com/watch?v=MR0zhhT2Q7Q

Convocatória : https://fracnouvelleaquitaine-meca.fr/evenement/annonce-des-25-laureats/ 

Anúncio projetos selecionados : https://fracnouvelleaquitaine-meca.fr/wp-content/uploads/2020/04/Communiqu%C3%A9-de-presse-Annonce-des-laur%C3%A9ats-Appel-%C3%A0-projets-Frac-Nouvelle-Aquitaine-M%C3%89CA.pdf

 

***

 

Yona Friedman, autor de "A arquitetura da sobrevivência, uma filosofia da pobreza" (L'architecture de survie, une philosophie de la pauvreté) tem 95 anos e é, ainda hoje, um canivete-suísso do pensamento. Ele é (também) arquiteto e nos lembra com simplicidade e inteligência que “o teto e a alimentação não são dissociáveis, fato frequentemente neglicenciado nos tratados de arquitetura e urbanismo”; ele diz querer reconsiderar o papel do arquiteto na simples sobrevivência da espécie, sem o sobrestimar e por esta razão, sem fazer propostas irrealizáveis. Filósofo modesto, ele se questiona: à quem cabem de direito as decisões em matéria de arquitetura? Como proceder em um mundo que se encaminha em direção à pobreza? Encontrarão em anexo parte destes textos em português. Alguns dados sobre Yona Friedman, arquiteto, artista e filósofo. http://www.lyber-eclat.net/livres/larchitecture-de-survie/, http://www.frac-centre.fr/collection-art-architecture/friedman-yona-58.html?authID=72

Lina por escrito é um livro que coleta alguns dos escritos de Lina BO BARDI. Ele mostra como a arquiteta ítalo-brasileira se envolveu com questões sociais, o interesse que tinha pela arquitetura vernacular e o respeito com que abordava o artesanato e a cultura popular.

 

“Matière grise” é uma coletânea única de obras levando em conta a utilização de materiais de reemprego, enriquecido de textos engajados e de dados históricos. O grafismo é também de excelente qualidade. Hoje já tenho o acordo do autor (coletivo de arquitetos e artistas “Encore Heureux”) e do editor (Pavillon de l'Arsenal) para lhe solicitar. Seguem os links para o livro e para um fragmento em formato pdf.

- http://www.pavillon-arsenal.com/fr/edition-e-boutique/collections/19-x-30/9882-matiere-grise.html

- http://www.pavillon-arsenal.com/data/expositions_fbcdd/fiche/8624/dp_projets_731dc.pdf

 

Os últimos são textos de Élisée RECLUS, intelectual, geógrafo e anarquista francês (1830 a 1905). Reclus foi um dos maiores geógrafos de seu tempo; reconhecido quando ainda vivo. Humanista, pesquisador e homem político, ele escreveu textos sobre o socialismo e a anarquia. Ele foi também um dos precursores da vulgarização científica, da proteção do meio ambiente, do feminismo. Os textos de RECLUS são hoje livres de direitos autorais, alguns são reeditados em francês, mas não os políticos.

Escrito em torno de 1880, “A evolução, a revolução e o ideal anárquico” é um texto de uma incrível lucidez e modernidade e de uma beleza literária despojada. Reclus estabelece um paralelo interessante entre a evolução “material” do planeta e a evolução moral e intelectual da sociedade. Link para baixar o texto original no site da Biblioteca Nacional Francesa: http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k23480p/f1.image.r=%C3%A9volution%20r%C3%A9volution%20et%20id%C3%A9al%20anarchiste
Trabalho sobre outro de seus textos, “História de uma montanha”, que fala da montanha e do homem que a pratica, texto de uma beleza particular que escolhi por sua abordagem humanista da questão, longe dos relatos dos “vencedores de picos”; de minha janela posso ver os Pirineus, eu pratico esta montanha frequentemente.

Outros textos me interessam, como “a terceira paisagem” (http://gillesclement.com/cat-tierspaypublications-tit-Publications) do autor-jardineiro-paisagista Gilles Clément, também nunca foi traduzidos em português. No outro sentido, o livro de Márcia Tiburi, “como conversar com um fascista”, ainda não foi traduzido em francês. Com o passar do tempo noto que várias obras de grande interesse nunca foram traduzidas.

 

Quanto aos textos citados, posso mandar trechos das traduções por e-mail.

 

Abaixo,

trecho do livro "A arquitetura da sobrevivência, uma filosofia da pobreza"

e tradução do capítulo 01 de “A evolução, a revolução e o ideal anárquico”

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